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> Assis Chateaubriand, empresário e jornalista brasileiro
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Assis Chateaubriand é conhecido até hoje como o rei do Brasil. Através da história, é possível reconhecer a forte capacidade de persuasão do jornalista, que de fato reinou no Brasil usando todas as formas de manipulação sobre a sociedade através de sua cadeia de jornais e outros veículos de comunicação. Chatô conseguiu acumular atividades em diferentes áreas. Além dos Diários Associados, como era chamada sua rede de jornais, a televisão, e outras empresas ligadas ao ramo da Comunicação, ele fundou e dirigiu museus de arte, dentre os quais o MASP, um dos mais importantes do país até hoje, pertenceu à Academia Brasileira de Letras, além de ter sido formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife. Com seus Diários Associados, conseguiu formar a maior rede de comunicação de massa da América Latina na época - já no início da década de 40, o império abrangia 28 jornais, 5 revistas, 8 rádios, uma editora e uma agência publicitária, todos contando com os melhores profissionais da área do país. Paralelamente à sua escalada de jornalista, Chatô também inseriu-se na política tanto direta quanto indiretamente. Elegeu-se senador duas vezes, pela Paraíba e pelo Maranhão, usando de todos os artifícios possíveis, e também conseguiu, em troca de apoio à campanha de Juscelino Kubitschek, um cargo de embaixador em Londres. Porém é possível que os seus jornais o tenham feito acompanhar o movimento político e a ele influenciar mais do que os próprios cargos. Até a década de 50, a imprensa brasileira baseava-se fundamentalmente em troca de favores e estratégias com o governo. Assim, a política e a imprensa se apoiavam mutuamente , regidos por esquemas nada honestos, tampouco claros. Incapazes economicamente, os jornais da primeira metade do século XX tomavam partido na vida política para do governo extrair suas formas de sobrevivência, e Assis Chateaubriand usou desse método o quanto pôde, chegando a representar em si essa fase da comunicação brasileira. Regendo seu conglomerado, Chatô manteve sua influência ao longo dos vários governos, apoiando ou desbancando quem lhe convinha. Assim, a política foi, para Chatô, uma forte base que lhe permitiu a manipulação social do Brasil ao longo das décadas de 30, 40 e 50. Sua relação com Getúlio foi, talvez, a mais conturbada entre seus contatos do governo. Chatô apoiou a revolução de 30 e era amigo de Getúlio antes mesmo de este chegar ao poder. Em 32, porém, Chatô começou a fazer-lhe forte oposição, pelo que acabou sendo preso vários vezes e quase foi deportado para o Japão. Seu império começava a ruir quando finalmente retomou o apoio a Getúlio, reerguendo-se alguns anos depois. Como líder da maior rede jornalística do país, Chatô conseguiu grandes feitos inéditos até então. Uniu, pela primeira vez, jornais dirigidos a diferentes classes e de diferentes estados em uma mesma cadeia nacional, e com eles orientar a vida pública. Foi com ele, também, que o Brasil pioneiramente conheceu a televisão em 1950, sendo o quarto país do mundo a receber a nova tecnologia. Chatô estreou a TV Tupi de forma comercial, uma ousadia para o sistema de comunicação brasileiro dos anos 50, que ainda começava a se modernizar e adquirir estrutura industrial. O reino de Chatô começou a decair junto com sua saúde, quando um acidente cardiovascular o deixou tetraplégico e mudo, incapaz de realizar seus métodos de chantgens e trocas de favores e afins como sempre fizera por décadas. Ele continuou escrevendo seus artigos, mas, inválido, não conseguia extrair o dinheiro que conseguia antes, e, sem dinheiro, o império de Chateaubriand foi lentamente perdendo a majestosidae. Chatô faleceu em 1968. Assis Chateaubriand não foi apenas um dos maiores comunicadores da história do Brasil. Seu papel não se resume ao passado, mas permanece até o presente. Seus vários anos realizando ousadias no comando dos Diários Associados imprimira, jutmente com a conjuntura de sua época, mudanças significativas não só na comunicação do Brasil quanto na história social e política, chegando, é claro, a penetrar na vida privada de cada cidadão alcançado pelo rádio, pela TV, pelos jornais e pelas revistas de Chatô. Não cabe aqui discutir a validade dos métodos usados por ele, porém o Brasil e toda a nossa imprensa certamente não seriam os mesmos sem esta grande figura nascida em Umbuzeiro, na Paraíba do Norte, e que na infância - quem diria? - era gago. |
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